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A Natureza a renovar-se-Chegou a Primavera!

 

OS LUSÍADAS - estudo do canto I: Reflexões do Poeta. Estâncias 105 e 106 e explicação em português atual



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cilamatos é o pseudónimo de Licínia Matos 

Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas (Português e Francês) pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Portugal 

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Nota: nas duas estâncias que se seguem, o Poeta reflete sobre os perigos a que está sujeito o ser humano tanto no mar como na terra.

105
O recado que trazem é de amigos,
Mas debaixo o veneno vem coberto;
Que os pensamentos eram de inimigos,
Segundo foi o engano descoberto.
Oh! Grandes e gravíssimos perigos!
Oh! Caminho de vida nunca certo:
Que aonde a gente põe sua esperança,
Tenha a vida tão pouca segurança:

Explicação
A mensagem que o povo de Mombaça transmitiu a Vasco da Gama aparentemente era de amigos, mas veio a descobrir-se que era uma cilada, (daí as exclamações: “Oh! Grandes e gravíssimos perigos!”, “Oh Caminho de vida nunca certo”), ou seja, a vida do homem está sempre ameaçada por grandes perigos mesmo naquilo em que os homens depositam mais esperança!

106
No mar tanta tormenta, e tanto dano,
Tantas vezes a morte apercebida!
Na terra tanta guerra, tanto engano,
Tanta necessidade aborrecida!
Onde pode acolher-se um fraco humano,
Onde terá segura a curta vida,
Que não se arme, e se indigne o Céo sereno
Contra um bicho da terra tão pequeno?

Explicação
No mar sofrem-se tantas tempestades e tantos perigos que é constante a ameaça da morte. Na terra sofrem-se tantas guerras, tantas traições e tantas contrariedades! Onde é que a fraqueza humana poderá encontrar abrigo? Onde haverá para a vida que é passageira, uma qualquer segurança que não sofra a hostilidade e a ira dos indiferentes elementos da natureza, contra um tão mesquinho verme, “bicho da terra”, ou seja, o Homem?

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