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A Natureza a renovar-se-Chegou a Primavera!

 

Garcia de Resende-Escritor português do final do século XV e início do XVI-Trovas à morte de Inês de Castro que, depois de morta, foi rainha

Homem do Renascimento Poeta Cronista  Músico  Desenhador   Arquitecto humanista Deve ter nascido em 1470, em Évora, Faleceu em 3 de Fevereiro de 1536  em Évora Escreveu as famosas Trovas à morte de Inês de Castro  (1516) que são o mais antigo documento poético conhecido sobre o assunto    Senhoras, s'algum senhor vos quiser bem ou servir, quem tomar tal servidor, eu lhe quero descobrir o galardam do amor. Por Sua Mercê saber o que deve de fazer vej'o que fez esta dama, que de si vos dará fama, s'estas trovas quereis ler. Fala D. Inês Qual será o coraçam tam cru e sem piadade, que lhe nam cause paixam úa tam gram crueldade e morte tam sem rezam? Triste de mim, inocente, que, por ter muito fervente lealdade, fé, amor ó príncepe, meu senhor, me mataram cruamente! A minha desaventura nam contente d'acabar-me, por me dar maior tristura me foi pôr em tant'altura, para d'alto derribar-me; que, se me matara alguém, antes de ter tanto bem, em tais chamas nam ar...

António Ferreira-Escritor português do séc XVI

  (imagem da net) António Ferreira foi mestre e teórico da nova escola poética (1528 - 1569 ) e  um dos mais ilustres humanistas entre os portugueses poetas do século XVI. - Nasceu em Lisboa - Estudou em Coimbra - Formou-se em direito - Casou 2 vezes - Morreu de peste aos 41 anos - Afastou-se do lirismo tradicional (a medida velha) - Defendeu o culto da razão - Promoveu o culto da língua nacional, reagindo contra o emprego da língua castelhana  Exemplos * Ode I * Carta a Pêro Andrade de Caminha - Incentivou à criação da epopeia  exemplo  *Carta a António de Castilho - Cultivou o petrarquismo  Exemplo * Vários sonetos Como promotor do classicismo: * Deu prioridade ao estudo e trabalho “arte “ sobre a inspiração “engenho” * Aconselhou o estudo aprofundado dos clássicos: “do bom escrever saber primeiro é fonte” * mostrou a necessidade de crítica e autocrítica * Revelou o sentido da justa proporção e equilíbrio - Cultivou o teatro clássico

Os Lusíadas-Canto II e III, teste com perguntas e sugestões de respostas

Também poderá gostar de aprender facilmente a "Poesia Trovadoresca" Se lhe agradar a ideia pode comprar o Ebook que se encontra à venda na Amazone  Kindle Contém 38 perguntas seguidas das respetivas respostas 33 Poesias seguidas das respetiva análises ideológica e formal ------------//-----------------//---------------------//-------------------//----------------------------//------------------     Luís Vaz de Camões - excecional Poeta português, do séc. XVI Canto II 29 Vendo o Gama, atentado, a estranheza Dos Mouros, não cuidada, e juntamente O piloto fugir-lhe com presteza, Entende o que ordenava a bruta gente; E vendo, sem contraste e sem braveza Dos ventos, ou das águas sem corrente, Que a nau passar avante não podia, Havendo-o por milagre, assim dizia: 30 "Ó caso grande, estranho e não cuidado, Ó milagre claríssimo e evidente, Ó descoberto engano inopinado, Ó pérfida, inimiga e falsa gente! Quem poderá do mal aparelhado Livrar-se sem perigo sabiamente, Se lá de cim...

Os Lusíadas - Canto III- quem foi Egas Moniz?

Egas Moniz quando se apresentou ao rei de Leão com a família Painel de azulejo na Estação de  São Bento (Porto, Portugal) (1880-1146)  Canto III estrofes 30-40 30 "Mas o Príncipe Afonso, que desta arte Se chamava, do avô tomando o nome, Vendo-se em suas terras não ter parte, Que a mãe, com seu marido, as manda e come, Fervendo-lhe no peito o duro Marte, Imagina consigo como as tome. Revolvidas as causas no conceito, Ao propósito firme segue o efeito. 31 "De Guimarães o campo se tingia Co'o sangue próprio da intestina guerra, Onde a mãe, que tão pouco o parecia, A seu filho negava o amor e a terra. Com ele posta em campo já se via; E não vê a soberba o muito que erra Contra Deus, contra o maternal amor; Mas nela o sensual era maior. 32 "Ó Progne crua! ó mágica Medeia! Se em vossos próprios filhos vos vingais Da maldade dos pais, da culpa alheia, Olhai que inda Teresa peca mais: Incontinência má, cobiça feia, São as causas deste erro principais: Cila, por uma, mata o v...