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A Natureza a renovar-se-Chegou a Primavera!

 

Os Maias-Caraterização de Afonso da Maia

 


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É uma das personagens mais importantes do romance

É apresentado, no início do romance, como sendo uma pessoa já de idade muito avançada: “mais idoso que o século”

 Nessa altura da vida,  morava em Lisboa e a sua residência era conhecida pelo nome de “Ramalhete” 

Afonso, pela sua sabedoria, qualidades morais, experiência de vida e bom senso destacava-se da restante sociedade lisboeta ociosa e fútil



Caraterização física
Homem de idade avançada
Baixo
Forte
Rosto largo
Nariz pontiagudo
Pele rosada
Cabelos brancos e curtos
Barba comprida

Exemplos
 “maciço, de ombros quadrados e fortes: e com a sua face larga de nariz aquilino, a pele corada, quase vermelha, o cabelo branco todo cortado à escovinha, e a barba de neve aguda e longa (...)"

Descendência e outros familiares
Era filho de Caetano da Maia 
Casado com Maria Eduarda Runa
Pai de Pedro da Maia
Avô de Carlos da Maia
Avô de Maria Eduarda Maia

Caraterísticas morais/psicológicas
Homem de princípios rígidos
Caráter sério
Honesto
Alegre
Generoso 
Calmo  
Afonso da Maia no percurso do romance

Era culto e revolucionário pois gostava de ler, por exemplo: Rosseau, Helvécio, Voney

O seu caráter revolucionário fez com que o seu pai, o mandasse para Santa Olávia (o solar onde morava a família Maia, no Norte do país, junto ao Rio Douro)

Mais tarde, pelos mesmos motivos revolucionários, ou seja, devido às suas ideias liberais foi exilado, com a mulher e o filho, para Inglaterra 

Pertencia a uma família rica razão pela qual nunca precisou de trabalhar

Muito generoso preocupava-se com os desfavorecidos economicamente e “Parte do seu rendimento ia-se-lhe por entre os dedos, esparsamente, numa caridade enternecida. Cada vez amava mais o que é pobre e o que é fraco. Em Santa Olávia, as crianças corriam para ele, dos portais, sentindo-o acariciador e paciente (...)”

Uma vez de novo em Portugal sofreu o horrível desgosto da morte de seu filho e foi viver para santa Olávia dedicando-se  inteiramente à educação do neto, Carlos da Maia
É lá que Carlos cresce rodeado de amor, recebento uma boa educação à maneira inglesa primeiro voltada para a realidade e só, depois para a religião (ao contrário do que sua mulher tinha feito com o filho de ambos, Pedro da Maia)

 Arranjou, para Carlos, um professor que mandara vir de Inglaterra, mas também o deixava brincar ao ar livre, correr, subir às árvores, tomar banho em água fria para ser saudável física e intelectualmente

Quando o neto cresceu e foi estudar para Coimbra, Afonso já era idoso e foi viver para Lisboa, dedicando-se à vida social muito embora não partilhasse as mesmas ideias retrógradas da sociedade lisboeta, pois tinha consciência de que Portugal precisava de renovação

Lia muito, tinha um gato que muito amava (o Reverendo Bonifácio) e levava uma vida tranquila

Quando teve conhecimento que a neta, (Maria Eduarda), estava viva e era amante do seu próprio irmão (Carlos da Maia), Afonso morreu de repente com uma apoplexia: “Afonso da Maia lá estava, nesse recanto do quintal, sob os ramos do cedro, sentado no banco de cortiça, tombado por sobre a tosca mesa, com a face caída entre os braços (...) estava morto. Estava morto, já frio, aquele corpo que, mais velho que o século, resistira tão formidavelmente, como um grande roble, aos anos e aos vendavais. Ali morrera solitariamente, já o Sol ia alto, naquela tosca mesa de pedra onde deixara pender a cabeça cansada”

Afonso é o símbolo do velho Portugal, por contraste com o novo Portugal: o da Regeneração

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cilamatos é o pseudónimo de Mª Licínia Matos, licenciada em Línguas e Literaturas modernas (Português e Francês), pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Portugal

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