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A Natureza a renovar-se-Chegou a Primavera!

 

Camões - uso da Mitologia n´Os Lusíadas

 


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Camões excelente escritor português, do séc. XVI


Os Lusíadas e a Mitologia: algumas sugestões de interpretação 

Camões recorre frequentemente ao uso da Mitologia ao longo de toda a Narração (mais a pagã do que a cristã). A presença dos deuses pagãos é quase constante. 
O Poeta recorre à Mitologia logo na Invocação (invoca as ninfas do Tejo, pedindo-lhes que lhe concedam um estilo grandioso e apaixonado como o dos maiores poetas antigos, proporcional aos grandiosos feitos que vai cantar).
Ainda no Canto I, surge o episódio: "O Concílio dos deuses, no Olimpo". Os deuses reuniram-se, no Olimpo para discutir e deliberar o destino dos portugueses, ou seja, se eles deveriam ou não continuar a viagem até à Índia. Júpiter,  Vénus e Marte, embora por razões diferentes são a favor. Baco é contra.
No Canto II é importante a sedução de Vénus e a traição de Baco que se disfarça de Padre.
No Canto VI, Camões, volta a recorrer à Mitologia, desta vez no Concílio dos deuses marinhos, convocado por Baco, que influencia os deuses marinhos contra os portugueses sempre receando que o  poder dos portugueses se sobreponha aos dos deuses (teme até uma inversão de valores-que os homens portugueses se tornem deuses e estes homens).
Nos Cantos IX e X: "Ilha dos Amores", Camões volta a utilizar o maravilhoso. Aqui a maravilhosa Ilha representa um prémio para os portugueses, por terem conseguido, com muito esforço, atingir os seus objetivos: chegar à Índia.
Todos estes episódios servem para engrandecer e glorificar os portugueses e para quebrar a possível monotonia do Poema.

O Maravilhoso cristão não podia deixar de aparecer visto estar-se no séc. XVI, um mundo já cristianizado e europeizado. Tratava-se de celebrar um povo cristão e evangelizador de heróis que "andavam dilatando/a Fé e o Império".
A história de Portugal (Canto III, IV, V, VIII) é vista como obedecendo a um plano divino: Portugal foi o povo eleito por Deus para dilatar a fé de Cristo e de a levar ao Oriente. 
Ainda nesta linha de pensamento é importante referir o milagre de Ourique; o milagre da criança que em Évora aclamara o Mestre de Avis; a importância dada à luta contra os Mouros e as frequentes súplicas de Vasco da Gama à Divina Providência.










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