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Florbela Espanca- sugestões de análise ideológica e formal do poema: Ser Poeta

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Florbela Espanca-sugestões de análise ideológica e formal do poema

                                                   SER POETA


Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
é condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

Sugestões de análise deste poema

O sujeito poético dá várias definições do que é ser Poeta. 

Para ele, ser Poeta é

- Ser superior ("maior do que os homens")

- Ser sensível, meigo ("morder como se beija")

- Ser humano ("ser mendigo e dar")

- É nunca estar satisfeito, ter ânsia de infinito, ("ter sede, ter fome de infinito...ter mil desejos de esplendor")

- É ser simples ("não saber ...que se deseja")

- É ser dotado de uma personalidade forte ("ter garra")

                         - É ser sonhador ("ter asas"

- É captar o mundo e sintetizá-lo facilmente ("condensar o mundo num só grito")

- É ser capaz de amar profundamente ("é amar perdidamente)

- É amar tão intensamente que se identifique com a coisa amada ("é ser sangue, alma e vida em mim")

- É ter orgulho no seu amor ("dizê-lo cantando a toda a gente")

 Para transmitir a sua mensagem o sujeito poético/ narrador recorreu a metáforas, hipérboles, antíteses... 

A rima é cruzada; emparelhada e interpolada 

Esta parte deixo aos leitores do post como trabalho pessoal para desenvolveram os vossos conhecimentos de análise textual , a vossa imaginação...

                                                                                                 cilamatos



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