Avançar para o conteúdo principal

A Natureza a renovar-se-Chegou a Primavera!

 

Teófilo Braga--análise do conto "Sempre não"


Blog


eBooks à venda, na Amazon

Coleção
 Aprender é fácil

     (Portuguese Edition) eBook Kindle

por Cila Matos (Author)



Estes eBooks são constituídos por inúmeras perguntas teóricas seguidas das respostas e por vários testes / perguntas igualmente sempre seguidos de
sugestões de respostas   

________________//__________________

Algumas informações sobre o autor do Conto "Sempre não"

Escritor português do séc. XIX

Nome próprio: Joaquim Teófilo Fernandes Braga
Nasceu em Ponta Delgada, no ano de 1843 
Faleceu em Lisboa em 1924 
Formou-se na Universidade de Coimbra
Foi: poeta, professor, filósofo, político, ensaísta
Aderiu aos ideais republicanos e foi Presidente da República de Portugal
Escreveu e publicou várias obras literárias  (360) entre elas  " Os Contos Tradicionais, Crenças e Tradições"


Sugestões de análise para melhor compreensão do Conto

Assunto / ação
Um cavaleiro casado  ausentou-se por muito tempo e para proteger a sua mulher  do atrevimento dos pagens ou de qualquer aventureiro fê-la prometer que a tudo diria "não".
Aborrecida com a longa ausência do marido, a mulher dá atenção a um cavaleiro que por ali passou e logo se apaixonou por ela.
De acordo com o combinado com o marido a tudo respondeu:"não". Percebendo a estratégia, o cavaleiro fez-lhe perguntas cuja resposta seria a seu favor e ficou com ela no quarto.
Quando o cavaleiro regressou contou a sua história aos amigis e vendo a aflição dos amigos  teve um gesto de solidariedade e disse tratar-se de um sonho.

Espaço social
O espaço onde se desenrola a ação é a corte: trata-se de cavaleiros fidalgos  e há, mesmo, referência à palavra "corte": "o cavaleiro partiu e chegou à corte". Além disso a atitude do segundo cavaleiro é sinónimo de pessoa nobre: livrou o marido da sua amante de uma situação desagradável. Há ainda referência a "uma dama nobre".

Espaço físico
O espaço físico divide-se entre a casa da "dama nobre e formosa" e a corte.

Espaço temporal
O espaço temporal não é definido no conto. É indeterminado, mas os vagos indícios remetem-nos para o tempo dos reis e castelos- É o temo das histórias fantásticas.

Outros pormenores da história
O primeiro cavaleiro revela preocupação, mas também pouca segurança e pouca confiança nos sentimentos da sua mulher em relação a ele, visto que a levou a fazer-lhe uma promessa conducente a que nenhum homem  pudesse ter alguma relação afetiva com ela, na sua ausência.
O segundo cavaleiro revela-se hábil, esperto (percebeu que o "não" da dama era forçado e conduziu os diálogos ardilosamente a seu favor).
No fim revelou-se um verdadeiro cavalheiro ao não deixar o marido embaraçado diante dos outros amigos com a atitude de sua mulher e mentiu piedosamente.

Caracterização das personagens
Os cavaleiros 
O primeiro cavaleiro: inseguro 
 O segundo cavaleiro: perspicaz
A dama era
fisicamente: bonita:"formosa"
psicologicamente: revela ser uma pessoa 
melancólica, porque não consegue distrair-se na ausência do marido
Pouco inteligente, pois deixa-se enredar nas perguntas do cavaleiro, ou então leviana, pois talvez tenha percebido as intenções do desconhecido, mas aproveitou o contrato que tinha feito com o marido para ficar com o outro intencionalmente, mas sem peso na consciência pois estava a cumprir o combinado com o marido.

Divisão do Conto em partes lógicas
O texto pode dividir-se em três partes lógicas

1. Partida do cavaleiro e contrato com a esposa
2. Atuação da esposa  na ausência do marido
3. Mentira piedosa e felicidade do primeiro cavaleiro 

A primeira funciona como a apresentação das personagens: "um cavaleiro" / "uma dama" e o contrato efetuado entre os dois "um cavaleiro (...) por ali passasse".
A segunda é o desenvolvimento, ou seja, refere o que se passou na ausência do marido:"O cavaleiro já (...)-Não"
A terceira é a conclusão: o segundo cavaleiro engana o primeiro e este acredita e fica feliz: "O cavaleiro (...) aquela a mais estimada"

Importância do último parágrafo
É muito sugestivo, porque mostra a felicidade do marido ao acreditar no "sonho" do segundo cavaleiro e, por isso, foi de todas as histórias que ouviu  a que mais lhe agradou por a associar ao seu caso real e a esposa não ter ido para o quarto do desconhecido (o que na realidade se passou ao contrário).
                                                               
                                                         cilamatos

Comentários

Mensagens populares deste blogue

OS LUSÍADAS - Canto IV - "O Velho do Restelo": estrofes 94-104 e explicação dos conteúdos fundamentais

  www.oslusiadastudoanalisado.blogspot.com T ambém poderás gostar de comprar o ebook, já  publicado, na Amazone Coleção   Aprender é fácil                        Contém 38 perguntas e as respetivas resposta  e 33 poesias com análise ideológica e formal (Portuguese Edition)  eBook Kindle por  Cila Matos   (Author)   cilamatos é o pseudónimo de Licínia Matos  Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas (Português e Francês) pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Portugal  👍👍👍👍👍 Resumo do episódio ??? PPR TALVEZ OUTRO TITULO??? E MODIFICAR PARA ELOGIOS  estrofes 94-104 NOTA MUDAR OPORTUGES QUE SEGUE (A FORMA DE DIZER) - representa o bom senso e prudência dos que defendiam a expansão para o Norte de África -Representa a ligação à terra - mãe Camões mostra que a opção não é consensual e que, apesar de descrever os ideais épicos, existem outras ideologias - ...

Luís de Camões, "Descalça vai para a fonte", poema e sugestões de análise

Também poderá gostar de aprender facilmente a  "Poesia Trovadoresca" Se lhe agradar a ideia pode comprar o Ebook que se encontra à venda na Amazone  Kindle Contém 38 perguntas seguidas das respetivas respostas 33 Poesias seguidas das respetiva análises ideológica e formal ________________//________________//__________________//______________//_______________      Camões lírico Descalça vai para a fonte Lianor pela verdura; Vai fermosa, e não segura. Leva na cabeça o pote, O testo nas mãos de prata, Cinta de fina escarlata, Sainho de chamelote; Traz a vasquinha de cote, Mais branca que a neve pura. Vai fermosa e não segura. Descobre a touca a garganta, Cabelos de ouro entrançado Fita de cor de encarnado, Tão linda que o mundo espanta. Chove nela graça tanta, Que dá graça à fermosura. Vai fermosa e não segura.                                     Luís de Camões Sugestões ...

Os Lusíadas - Canto V - Estrofes de 92 a 100 e sugestões de análise ideológica

www.oslusiadastudoanalisado.blogspot.com   www.oslusiadastudoanalisado.blogspot.com T ambém poderás gostar de comprar o ebook, já  publicado, na Amazone Coleção   Aprender é fácil                        Contém 38 perguntas e as respetivas resposta  e 33 poesias com análise ideológica e formal (Portuguese Edition)  eBook Kindle por  Cila Matos   (Author)   cilamatos é o pseudónimo de Licínia Matos  Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas (Português e Francês) pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Portugal  👍👍👍👍👍 Os Lusíadas  Plano do Poeta Nota: nas estrofes seguintes Camões revela o seu desencanto pelo desprezo dos portugueses em relação à atividade poética Estrofes: 92 a 100 seguidas de explicação em português atual 92 Quão doce é o louvor e a justa gloria Dos proprios feitos, quando são soados! Qualquer nobre trabalho, que em memoria Ven...